segunda-feira, janeiro 09, 2006

"Sous le pavés la plage"


Enquanto leio o "Que reste-t-il de Mai 68?", de Henri Weber, penso nos resultados 37 anos depois da maior e mais pura "batalha" social do século XX.O autor realça que, apesar dos propósitos humanistas do Maio de 68, a realidade actual é, em grande parte, resultado destas mesmas lutas e batalhas. E que o capitalismo, imperialismo, globalização são filhos bastardos do Maio 68.
Se pensarmos no caso das eleições presidenciais portuguesas de 2006, o Maio de 68 encontra-se também presente. Porque não há uma nova geração de políticos, em Portugal? É uma pergunta, e ao mesmo tempo a sua própria resposta.
Faltam duas semanas para as eleições, e tal como no futebol as surpresas são quase sempre raras. Assim aproxima-se no espectro político português uma surpresa, um Presidente de direita. Após o dia 22, e a confirmar-se esta situação convém à esquerda reflectir sobre essa situação. O exemplo do PC italiano é paradigmático, é necessário parar e pensar nos tempos modernos, compreender que o modelo capitalista triunfou, mas que é possível humaniza-lo... Que "Um outro mundo é possível" e que a alter-globalização tem bases para triunfar para além de Porto Alegre.
E, é por essa compreensão dos tempos modernos que alguns dos candidatos destas presidenciais merecem respeito...
E, é por essa falta de compreensão da direita que alguns dos candidatos não podem ser Presidente dum país que fez uma revolução apenas há 31 anos.

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