segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Va, vis et deviens


Schlomo viens ici... prés de moi

Apetece dizer ao pequeno Moshe, ao maior Mosche, e ao já Dr. Sirak... porque as vidas confundem-se... e a dor do pequeno silencioso tem as palavras por dizer de muitos... que não chegam nunca à terra prometida

Prometida a muitos, dada a demasiados poucos... encardida do sangue dos que lutam pela sua terra... que é de todos... e de ninguém... no escorrer destes lugares comuns soube Radu Mihaileanu não o filmar... de Israel, a Paris, onde a terra não mata, e a água corre sem fim, ao duro Sudão, pedras meias com a irmã Etiópia. Onde os pretos são mais Pretos, e a cor é menos cor... ou não fossem todos vermelhos... da cor de Deus, da cor do Amor... do sangue...

A beleza deste fime reside nos seus planos vulgares mas não muito, em locais invulgares mas não muito... E se traçássemos um paralelo com o Fiel Jardineiro... em tudo ganha o Va, Vis e Deviens. Porque há... um constante sentimento de perca, de solidão, de incompreensão, de inadaptação, de falta de palavras na terra de sonho... no olhar do pequeno Shlomo... há um olhar de África... porque por uma vez não são os escravos, mas sim homens livres, crentes libertos... e contudo... o que os recebe... é um país demasiado em guerra (sobre si mesmo)... um país perdido... porque é de todos...

Porque se eu plantei esta oliveira que te protege, tu plantaste a outra que tem em si os belos pássaros que me encantam.

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