terça-feira, março 20, 2007

às direitas

Não é de todo meu hábito elogiar o campo ideológico oposto... mas há casos... e este tem nos últimos tempos, sobretudo no último domingo, mostrado uma superioridade moral de louvar.

O seu trabalho na Misericórdia é conhecido, mas soube manter essa qualidade no descalabro que se tem verificado a actual presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Como o próprio Carmona Rodrigues disse recentemente na Grande Entrevista é a vereadora, ou era, com menos assessores e todavia com, talvez, mais trabalho cumprido.
Junta-se a esta qualidade e quantidade de trabalho uma clareza e rigor de espírito que são, por vezes brilhantemente, expostas nas suas crónicas no DN. Mesmo em assuntos onde as minhas posições e opiniões são do mais divergentes possíveis, ela consegue demonstrar uma imparcialidade e respeito pela opinião do outro rara no panorama português.
No último domingo ocorreu em Óbidos um momento muito importante na história futura do CDS/PP, sobretudo porque Paulo Porta mostra que não tem limites, alias como Santana Lopes no mesmo fim-de-semana, a ambição do poder. E há mesmo quem não olhe a meios. O resultado do encontro em Óbidos é extraordinariamente deprimente... sobretudo pela falta de compreensão da derrota de alguns.
Maria José Nogueira Pinto saiu de cabeça erguida... apesar dos avanços físicos de alguns indivíduos próximos de Paulo Portas... que conseguiu nessa noite com aquela declaração cínica mostrar do pior que pode existir em Portugal. A reter como se pode organizar uma confusão... e declarar-se como apaziguador da mesma. Muito triste...
por isso e por muito mais... considero que realmente a figura de M.J. Nogueira Pinto poderá ter os dias contados no CDS... para onde irá a seguir?

Talvez seguir os passos de Freitas do Amaral...

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