segunda-feira, setembro 24, 2007

Gestão de expectativas e realismos

Uma breve atenção a uma conversa de café entre duas professoras do secundário permite realçar um problema que é transversal a muitos sectores profissionais, e que reflecte um drama ainda maior do que o das queixas especificas, a falta de realismo de cada individuo perante as suas próprias possibilidades e expectativas de futuro.

Perante as recentes alterações no regime profissional, as queixas incidiam num sistema que trava a progressão automática, e que bloqueia certas pessoas em certos cargos administrativos específicos, como o Conselho Executivo.
Uma das professoras referia que talvez tivesse capacidades para ser presidente do conselho, mas ser desde logo proibida a sua candidatura... "que democracia é esta?" A sua colega concordava com um breve aceno e avançava mesmo com uma pancada reconfortante nas costas.
Qualquer que seja a área é importante reconhecer que existem diferentes personalidades, e sobretudo indivíduos com capacidades técnicas e escolares muito dispares, dai que seja normal a atribuição e possibilidade de acesso a cargos com essas objecções e especificidades. A total e completa imparcialidade é extraordinariamente perigosa, e vicia igualmente todo o jogo... há que ser parcial num sentido realista, mas sobretudo objectivo.

Só assim se evita que a conversa do lado discorra posteriormente para a vida pessoal de outra professora que "até tem mestrado em ciências da educação, mas se não andasse a comer o presidente não sei não"...

Entrevista MMCarrilho

Em poucas palavras... muito mordaz e incisiva a entrevista de Manuel Maria Carrilho ao DN, a fazer lembrar as criticas de Jack Lang ao sistema politico francês.

Dupla Vida de JJT

Após um convite simpático na semana passada... Começou hoje a minha participação no blog Bobina e Desbobina com o post "ganda palhaço!".
Este blog que já conta com alguma história é actualmente uma das referências principais para diversos frequentadores do Grupo Excursionista Vai Tu... Fica a referência a mais um sitio onde se poderá ler algum humor e picardias saudáveis...

domingo, setembro 23, 2007

Au revoir, mimo!

O mimo francês Marcel Marceau, conhecido como o Charlie Chaplin do universo da mímica, morreu ontem à noite, aos 84 anos, anunciaram hoje à AFP duas filhas do comediante.
"Morreu ontem à noite e as cerimónias fúnebres vão decorrer no cemitério de Père-Lachaise", em Paris, declarou à AFP a sua filha Camille Marceau.

Nascido a 22 de Março de 1923 em Estrasburgo (leste de França), Marcel Marceau elevou a arte da mímica ao seu mais alto nível, nomeadamente através da sua personagem Bip (criada em 1947), que o tornou célebre no mundo inteiro.

Influenciado pela Commedia dell'Arte, Marceau fez renascer o género da pantomima a partir de 1945, tendo percorrido os palcos de todo o mundo com a sua Companhia Marcel Marceau, sendo muito popular nos Estados Unidos, Japão e China.
in Público

terça-feira, setembro 18, 2007

Simplesmente MAESTRO


O site do AC Milan colocou um texto em que exorta a nação rossonera a prestar homenagem, esta noite, a Rui Costa, em San Siro. Reza assim a carta de amor dos milanistas ao maestro:


Sempre dissera: ‘Gostava de acabar a carreira no Benfica’. Rui Costa nunca escondeu de ninguém a vontade de pendurar as botas em casa. Em 2001, o fora-de-série aceitou vestir a camisola do AC Milan. Depois de sete anos na Fiorentina, Rui jogou cinco épocas como rossonero, vencendo uma Champions League, um Scudetto, uma Supertaça europeia, uma Supertaça italiana e uma Taça de Itália. Mas, sobretudo, o português deixou uma herança feita de paixão, emoções, assistências (mais de 50), números e classe. Os tiffosi do AC Milan seguiram-no e quiseram-no. E amaram-no do princípio ao fim. No entanto, Rui Costa não teve oportunidade de se despedir. Mas o mundo milanista está pronto a revê-lo e abraçá-lo. Terá outra camisola, o nosso Rui, mas as coisas, mesmo assim, não deixarão de estar muito nítidas. San Siro aguarda com ansiedade a hora de o ver novamente no relvado onde deu tudo durante cinco anos. A abraçar os seus antigos companheiros e amigos. Criado o mais escaldante ambiente rossonero, teremos toda a vontade de lhe dizer, mesmo que vestindo a pele do adversário: ‘Obrigado por tudo, Rui’.»

in jornal A BOLA

Definindo REVOLTAS...

Occasionss’ill fallait réduire la diversité des institutions et résumer la complexité des situations de violence, on pourrait ne distinguer que des luttes pour la survie et des luttes pour le pouvoir. Voilà quelles seraient les plus évidentes et plus générales motivations de trouble citadins dans le anciennes sociétés préindustrielles : l’angoisse inspiré par l’enchérissement des vivres et, d’autre part, la recherche du pouvoir dans la cité.
RôlesUne fois la violence à l’ordre du jour à côte des habitants attroupés dont l’émeute tendait à un but bien précis, accouraient des participants indésirables, attirés par le pillage. Ceux-là étaient des journaliers, des paroisses, des faubourgs ou de la proche campagne, des domestiques, des mariniers dans les ports, des mendiants dans les grandes villes. (…) La participation de femmes étaient elle aussi traditionnelle. Elles se rencontraient d’abord dans les désordres. Frumentaires où elles formaient parfois la majorité de l’attroupement.
Circonstances provocatricesLe jaillissement de l’émeute, sa cause immédiate paraissent souvent après coup infimes et absurdes. Le rôle des fausses nouvelles et de paniques y a été justement souligné (M. Pillarget) une rumeur, une menu fait devenaient causes directes de violence
Fonctions de la révolteLa principale fonction de la révolte, la plus évidence et explicité, était justicière. (…) La révolte relèverait d’une sorte de droite subjective de la communauté, antérieure à toute loi étatique. (…) On pourrait enfin discerner une fonction purificatrice de la révolte. (…) Inconsciemment ils cherchent par le moyen de la violence à restaurer l’innocence de leur communauté, à retrouver sa virginité originelle, antérieure aux agressions des ennemis publics regardés comme des profanateurs
Yves-Marie Bercé, Révoltes et révolutions dans l’Europe Moderne (XVI-XVIII siècles), PUF, Paris, 1988

segunda-feira, setembro 17, 2007

Grupo excursionista Vai Tu

um pouco de história graças a um outro blog (http://smartopedia.blogspot.com):

No início do século XX, o Estado Português decidiu responder favoravelmente ao apelo de milhares de mancebos que, dadas as suas fracas posses, não tinham hipóteses de fazer férias no estrangeiro. Invocando a tradição das grandes excursões portuguesas, como as viagens à Índia para os finalistas do curso de navegação do Infante D, Henrique e, sobretudo a ilustre passeata a Marrocos para comprar «chocolate» de El-Rei D. Sebastião, Portugal decidiu organizar uma grande excursão às terras de França.

Os preparativos iniciaram-se em 1912, mas, dada a grande afluência de interessados, só em 1915 foi possível enviar os primeiros excursionistas para França. Infelizmente, a organização não contava que nessa altura já estivesse em curso o grande festival Franco-Anglo-Germânico, que ficou para a história como 1ª Guerra Mundial e que foi o precursor dos Festivais da Eurovisão e dos Jogos Pan-Europeus. Demonstrando grande presença de espírito, os organizadores rapidamente inscreveram os excursionistas em diversas actividades do dito festival. Apesar de desdenhados pelos outros concorrentes, os portugueses tomaram-se de brios e brilharam em todas as provas em que participaram. O auge da participação portuguesa deu-se em 1917 na Grande Mostra de Fogos de Artifício e Gases Tóxicos de La Lys, após a qual os sobreviventes foram recolhidos pelos concorrentes, roídos de inveja, e devolvidos à pátria ditosa.

Em 1948, um grupo de ex-participantes viria a fundar o Grupo Excursionista Vai Tu, cuja sede se encontra ainda hoje na Rua da Bica de Duarte Belo, em Lisboa.
Em 2004, durante o Europeu o grupo Vai Tu recebe pela primeira vez a minha pessoa... a amizade vai-se criando... e torno-me sócio em 04/03/2007.

quinta-feira, setembro 13, 2007