segunda-feira, setembro 24, 2007

Gestão de expectativas e realismos

Uma breve atenção a uma conversa de café entre duas professoras do secundário permite realçar um problema que é transversal a muitos sectores profissionais, e que reflecte um drama ainda maior do que o das queixas especificas, a falta de realismo de cada individuo perante as suas próprias possibilidades e expectativas de futuro.

Perante as recentes alterações no regime profissional, as queixas incidiam num sistema que trava a progressão automática, e que bloqueia certas pessoas em certos cargos administrativos específicos, como o Conselho Executivo.
Uma das professoras referia que talvez tivesse capacidades para ser presidente do conselho, mas ser desde logo proibida a sua candidatura... "que democracia é esta?" A sua colega concordava com um breve aceno e avançava mesmo com uma pancada reconfortante nas costas.
Qualquer que seja a área é importante reconhecer que existem diferentes personalidades, e sobretudo indivíduos com capacidades técnicas e escolares muito dispares, dai que seja normal a atribuição e possibilidade de acesso a cargos com essas objecções e especificidades. A total e completa imparcialidade é extraordinariamente perigosa, e vicia igualmente todo o jogo... há que ser parcial num sentido realista, mas sobretudo objectivo.

Só assim se evita que a conversa do lado discorra posteriormente para a vida pessoal de outra professora que "até tem mestrado em ciências da educação, mas se não andasse a comer o presidente não sei não"...

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