segunda-feira, outubro 29, 2007

Este Estado!

É duro este estado. Ontem ali, hoje aqui. Aqui e ali a uma pequena distância. De tempo.
E é duro. Senti-la ausente.
Do ontem para o hoje não consigo sentir as diferenças. Estava ali. Agora aqui. O espaço a cinzento, veste hoje o verde. O tapume onde era remendo. O autocarro atrasado onde era comboio. O conhecido onde era amigo.
E tudo tão pouco desconhecido. Parece que já foi sentido por outros, e por isso compreendido por nós.
É duro. Não o sentir. Assim, aquela incompreensão e distância, amarga. Um frio de solidão, aqui.
Mas parece tudo tão aqui. E é duro. Não sentir…
Ser um Pessoa que chora quando morrem. Porque tem que ser. E é duro. Não sentir que morrem quando tem que ser. Mas sentem quando tem que ser. E daí ele durar. Como eu duro neste estado. Um estado duro de ser!

Obs.: Reflexão a partir de sentimentos estranhos que a ausência dos próximos me provocam. Mas também do être que é ser e estar. E como isso é duro para jovens estudantes de português que ainda não sabem se são ou estão.

Sem comentários: