terça-feira, novembro 13, 2007

ESPECIAL – 40 dias depois

- Há filas em todo o lado. O sistema de senhas deve ser para o terceiro-mundo. Por via das dúvidas há mesmo filas em todo o lado. E mais algumas coisas ainda.
- Há burocracia em todo o lado. Mas tudo ao computador.
- Há ZEP (zonas de educação reforçada). Mas há liberdade pedagógica quase total para os professores. Mesmo que isso signifique relações cortadas entre eles à cause de la politique, ou que os alunos sejam apenas uns macacos.
- Há falhas técnicas, razões de segurança, e esperas de uma hora nos comboios (com avisos apenas 15 minutos depois). Há mudanças de linha, de destino, supressões e atrasos constantes. Mas há uma total apatia das pessoas perante os atrasos. Dizem que é compreensão…
- Há todavia um verdadeiro conceito de transporte público.
- Há Internet e TV digital barata. Mas não há rede de telemóvel nem Internet móvel em muitos sítios.
- Há esplanadas em todo o lado. Mesmo quando chove ou faz frio. Muito frio.
- Há mil e um menus para as refeições. E há uma impossibilidade de comer fora regularmente. Não há tascas!
- Há cerveja e água cara. Mas há imensa escolha.
- Há café caro. Mas um balde.
- Há autores estrangeiros (Kafka, Torga, Steinbeck, Miller) no programa de francês. Mas estão todos na prateleira.
- Há liberdade individual. Cada qual como quer… sauf la religion… Mas porque há sobretudo indiferença em cada um.
Paris, 10 Novembro 2007

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