sexta-feira, novembro 09, 2007

Sonho, meu pequeno sonho

Era uma vez a história de um pequeno sonho. Pequeno. Tão pequeno como qualquer outro sonho acabado de nascer.

Aliás, este sonho nem nascera ainda. Era apenas um sonho por sonhar.

Claro que já haviam falado muito dele. Diziam que seria uma coisa perfeita. Doce como o mel, meigo como um bebé, e fofo como uma nuvem. Teria o sorriso da mãe Amizade, e os olhos do pai Paixão. Perfeito!

Havia desenhos, pinturas e murais desde sempre, havia poemas ancestrais e dedicatórias inovadoras, havia até peluches pirosos. E musicas divinas. Sempre o sonho. Diziam até que podia ser Deus na Terra, que ele tomava todas as formas, cores, e cheiros.

E ele, apenas um pequeno sonho, tinha medo.
Ele ainda não vivera nada ainda…

Ainda em pequeno experimentou mil aspectos, cores, formas, sensações, expressões, momentos e lugares. Mas, chegava uma altura e parecia que lhe faltava o oxigénio… e mirrava. E então escondia-se por detrás de pequenos mimos ou carinhos.

Mas, um dia, tal como nas histórias de cavaleiros e princesas, encontrou o seu belo castelo. Nesse castelo forrado a ouro, diamantes, chocolate, doce, morangos, veludo, seda, nuvens, e pintado por uns arco-íris esquecidos sentia-se um monarca absoluto. Sentia que poderia reinar até ao fim dos tempos.

Nesse dia, 8 de Novembro de 2005, o sonho instalou-se sorrateiramente entre duas cadeiras de cinema gastas mas vividas. E no toque de duas mãos desprevenidas escondeu-se. E cresce sob a forma de Amor.
Até hoje… amanhã… e depois…

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