domingo, dezembro 16, 2007

Paralelo 15

A água paralela.
Ao meu caminho.
Constante.
De ritmo diário.
Como o do rio que diário segue o seu caminho.

A água paralela.
Brilha ao sol que me fecha os olhos.
E fecho.
E lembro.
Do rio da minha cidade.
Que corta a minha cidade.
Da minha vida.
Das minhas lembranças.

A água paralela.
Está aqui ao lado.
Como o velho da barba.
E das laranjas.
E de um cheiro de Primavera.
Quando lá fora faz um frio de gelo.
Que gela a água.
Aqui paralela.

A água paralela.
Já me corre nos pés.
Já me dois os ossos.
Na carne que gela.
Nos pés gastos.
Já não paralela, agora sou eu a água.
Que corre paralela a outros.
Paralelos.

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