quarta-feira, dezembro 19, 2007

Prato por cozinhar

Café. Água.
Papel. Lápis.
Ânsia de sentidos que não surgem escadas acima. Escadas, onde sobe o cozinheiro de sorrisos. Onde aromas se diluem na apatia. Onde a madeira periclitante range a cada passo.
Há gotas de chuva que de lá fora chovem por outros cá dentro.
Há um frenesim de pratos por comer, raspar, lavar, decorar, comer, raspar, lavar, há frenesim.
E se os pedidos que não chegam ficassem à porta, ao frio, sob a capa de um concilio de pedidos eternos.
E se todos os pedidos se tornassem pragmáticos. E se tivessem um fim… Determinantemente pragmáticos e utilitários. Só tinham um fim. Para mim, para ti, até para o cozinheiro que já desce as escadas. De costas. De olhos em mim. Com o seu fim.

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