segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Diário de bordo (continuação)

18 I
Aulas em Corbeil. Café curto no Marais. Jantar na Goretti. Cedo dormir…
19 I
Acordar cedo e levar o Kevin à Paris (dia obrigatório de conhecer a tropa francesa). Depois passeio pelas ruas de Paris e ver os saldos (momento fútil). À noite jantar nos árabes (e já sabemos nomes: Aziz, Hassan, Malek) … e depois copos num pequeno bar em Chatelet com a Linda, Ramziz e Hykel. Surreal… A Linda estava interessadíssima no Hykel (será assim q se escreve?) mas ele apesar de lhe achar piada ficava possesso quando ela se punha a falar altíssimo sobre religião num bar que segundo consta “não é lugar para se falar disso”… priceless.
20 I
Descanso e descanso.
21 I
Aulas em Corbeil e descanso.
22 I
Brunoy e café em Paris.
23 I
Corbeil e cafezito por Paris.
24 I
Não houve Brunoy, mas houve sr. do gás. Depois compras do mês no Cora. Fiquei com um belo frigorífico e prateleira…. Tantos doces e coisas boas.
25 I
Aulas Corbeil. Regresso a casa para limpeza completa da casa. Quase 3 horas de intensa ménage é obra. Acabei por ficar depois por casa e não ir ter com a malta aos árabes. Ah! Comprei a viagem para Amsterdão para ir ter com a Susie. O Diário de Bordo terá portanto direito a umas passagens em neerlandês.
26 I
Acordar cedo e ter tempo… e ter um enorme sorriso na cara. Como gosto de receber no meu espaço. Tudo a preceito para a malta. Encontrámo-nos no Cora para umas últimas compras (entradas e bebidas). E assim se passou uma boa tarde regada a cerveja, martini, baileys, empanturrada com queijos, enchidos de Mondim, e arroz de marisco. Há fotos e vídeos para os interessados da grande festa da cultura portuguesa em Combs. Terminus no Central Brasil. Filme muito bom, muito mais do que umas luzinhas ao fundo da sala (private).
27 I
Chegada a Paris depois de uma pequena massada apetitosa. Vínhamos um pouco para o morto, num típico ritmo de passeio. E assim passeamos pela Foche, Kleber, etc… é ver nas ruas que estão pintadas a azul no mapa (private). Depois fomos ver o Sporting-Porto enquanto jantávamos ao restaurante português da Kleber. Sim, parece que o Churrasco já era… desapareceu do mapa… nada de grave.
28 I
Almoço num japonês de Vavin. E depois Into the Wild (ver post sobre o filme). Quando cheguei a casa reparei que o cd que o Mário (Pimenta) me enviara de Portugal tinha a OST do filme. Perfeito!
29 I
Aulas em Brunoy. Café no Chaise au Plafond no Marais. Passeio na Bastilha com o gang do Brian (private… começa a ser um pouco abusivo, né?... eu explico brevemente a origem do gang do Brian num post). A zona de bares da Bastilha é simpática, sobretudo porque tem bares que ficam abertos até mais tarde que outras zonas. Está no entanto paredes meias com bastante pobreza e isso provoca por vezes momentos constrangedores.
30 I
Corbeil. Aula às 8h30. Confusão às 10h30. Lamentavelmente por causa um erro da minha parte, admito. Aceitei uma mudança de horário de uma aula para esse dia sem avisar a escola…. A adjoint soube e ficou brava. Infelizmente decidiu repreender-me em frente aos alunos o que levou a que um ou dois tentassem depois ganhar alguma margem de manobra e “renegociar” as relações professor-aluno… Fiquei desagradado com toda esta situação e não dei a aula das 14h… segui para Paris. Café na zona dos Champs Elysées com a Dalila. Depois umas cervejas ao pé de um mercado ali da zona que até Cerelac, Sagres, Nestum, Sumol, Casal Garcia, Bom Petisco tem para oferecer. Jantar na Bastilha e cerveja num bar já conhecido.
31 I
Sem aulas em Brunoy, sobra Paris e saldos para umas roupitas catitas. Almoço no japonês para um pouco mais de status com pauzinhos. Café no Chaise au Plafond. Regresso a casa. Descanso.
1 II
Aulas de manhã. Umas quantas queixas do Prof. Pean em relação aos alunos… uma semana negra esta… Depois Paris. A Barbara, amiga do Mário vem cá em trabalho da Siemens para uma reunião de 3 horas e 3 dias de passeio… Passeamos até ao jantar e depois fomos aos árabes… e ela para um passeio de barco pelo Sena… Siemens rula!
2 II
Babel? Almoço num Kurdo. E depois um agradável passeio pela zona de Place Monge e Censier. Paragem para uma cerveja belga num bar francês. Jantar nos árabes (argelinos) do costume a beber uma cerveja alemã enquanto se conversa com um grupo de brasileiros, e outro de suiças, francesas e alemãs… e claro com o Hykel (acho mesmo que não é assim que se escreve o nome deste rapaz tunisino) e com um amigo holandês. E assim se fica até de manhã a falar sobre o Islão e a crença em religião ou no ateísmo… sem fundamentalismos ou arrogâncias culturais. Assim se funda uma nova Babel?
3 II
Domingo depois de uma noitada destas seria mesmo dia de descanso… Mas havia concerto de Cristina Branco cá em Combs e fui com o Richard. Apesar de não ser de todo exemplo do novo fado a verdade é que ela canta um reportório bastante interessante. Indo dos clássicos de Amália a O’Neill, passando por Manuel Alegre e Zeca, usando registos próximos do fado convencional mas também com influências de jazz, que é alias a sua formação de base… parece ter tudo para se consagrar como uma forte representante do fado. As últimas criticas em Portugal vão nesse sentido e noutros países, como na Holanda, é já um nome de referência. Como pessoa demonstrou durante a actuação em palco ser uma pessoa muito querida e genuína. Depois como a mulher do Richard é da editora Universal fomos ter com a Cristina aos bastidores e realmente é uma rapariga muito afável e disponível sobretudo para todos os fãs portugueses que a incomodaram tantas vezes. Foi realmente um concerto muito agradável e um fim de semana bem happy.

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