terça-feira, junho 10, 2008

o Euro por cá

Grupo D

Espanha – Rússia 4-1
A Espanha apresentou-se com um 4-4-2 com Senna no lugar de Fabregas mas com a certeza de ter na dupla Torres-Villa perigo constante. A Rússia apostou num 4-5-1 que se transforma em 4-3-3 na saída para o ataque. Wenger era o comentador de serviço e garanto-vos que tem futuro garantido nesse trabalho. Os alas espanhóis são um dos aspectos fundamentais no ataque pela forma como sobem no terreno e ajudam às variações entre os centro-campistas. A Rússia pelo contrário joga bem fechada e compacta apostando no lançamento de contra-ataques bem abertos e em grande velocidade.
A Espanha chegou ao primeiro golo por Villa numa jogada de insistência de Torres. Dois minutos depois os russos atiram ao poste e na jogada seguinte é assinalado erradamente um fora-de-jogo. Mesmo antes do final da parte uma bela jogada e sobretudo uma assistência perfeita de Iniesta para Villa bisar.
Após o intervalo o seleccionador espanhol apostou numa alteração táctica tirando o mais fixo Torres para o móvel e cerebral Fabregas. E se o jogo estava difícil para russos a segunda parte foi o pesadelo. Jogando sempre em contra-ataque os golos foram-se avolumando e os lances de perigo para um meio-campo espanho muito móvel. Destaque para a Rússia que não desistiu mesmo depois do 3-0.
Conclusão: Temos candidato! Mas também ficou patente que a Espanha vacila um pouco nos lances de bola parada.

Grécia – Suécia 0-2
Na Suécia como surpresa só o regresso do “reformado” Larsson para concretizar o 4-4-2 à inglesa. Do outro lado uma Grécia que apresentou praticamente a mesma equipa (mas com mais 4 anos) e sobretudo o mesmo futebol defensivo que lhes deu o titulo europeu. Na primeira parte o árbitro muito “clássico” acumulou erros contra a Suécia como faltas por marcar aos 20, 27, 34 e amarelos por mostrar a gregos aos 32 e 43. Ao intervalo a vitória dos suecos aceitar-se-ia por uma série de jogadas perigosas nos últimos 5 minutos e sobretudo pela forma cobarde como os gregos trocavam a bola na sua defesa sem avançarem.
Após o intervalo a Suécia veio ainda mais ofensiva e a Grécia começou a aproveitar o maior espaço nas costas do meio-campo para arrancadas de Karagounis e Charisteas, como aos 62 min. Aos 65 minutos um lance de enorme perigo com um corte de cabeça sueco que ia resultando num auto-golo de belo efeito. Aos 66 e depois de 2 anos e meio Ibrahimovic marcou um golo pela sua selecção. Justíssimo e num remate de enorme qualidade. Bastante discutível a sua substituição aos 70 minutos e se não fosse o golo de Hansson (72 min) numa embrulhada na área poderia mesmo ter acabado mal. Um mau alívio sueco e um remate perigoso para uma grande defesa aos 86 foram os últimos momentos de alguma emoção até ao fim.
Conclusão: Não me parece que tenhamos candidato ao Euro mas ficou provado que até ao momento quem arriscou no jogo ganhou sempre.

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