quinta-feira, julho 31, 2008

de amor, 2 poemas separados por alguns kms e 15 dias

já não há amor

temos sexo hoje e amanhã amanhã

já não. mesmo os teus olhos quando olhas os mendigos não o desmentem

em cartões roubados embrulhados ao lixo ao luxo das nossas

vidas cada vez mais mecânicas como aquela noite quando

já não há amor. e depois

falas-me de liberdade sem saberes o que queres dizer a seguir com isso

nem bem nem mal e repetes

aquilo que te dizem que te mentem quando te mostram aquela única cena

que parece ter um final feliz talvez. na televisão. e digo cena

com plena consciência da cara que fazes quando a lês mesmo depois de teres sido

tu a trazer a liberdade para este poema

e amanhã amanhã.

já não há amor porque não entendes a palavra que escolheste porque não

procuras no dicionário porque ela te fugiria mesmo se a encontrasses lá

e depois depois

já não há o quê?

há sexo sexo e há isso

(não corres o risco e eu dois ou três riscos depois digo-te és o amor da minha vida)

M. Tiago Paixão

Sem comentários: