domingo, dezembro 14, 2008

Mais do que uma lágrima furtiva

Sal de substância, esta
que arde nos poros
da barba desta manhã.

Escorrem certeiras pelo riacho abaixo
em direcção
a algo um pouco mais
sob a forma de Coração.

Ao nome de rocha não responde.
Ainda.
Embora, não tarda.
A não compreender os sinais que varrem o seu mundo.

Não há projectos de uma assinatura só.
Há só uma assinatura
num projecto a longo prazo.

E se a dúvida se instala
a cada socalco
que frio escorre a cara.
Pensa, lembra, age…
Hoje já é o amanhã de ontem.
E cada dia um dia mais. Uma vitória mais.

Não há lágrima furtiva que venha por bem.
Elas vêm sempre com fantasmas e medos por trás. Trazem memórias dolorosas. Recordações angustiantes.
E nem as tuas palavras, quase-meigas, as controlam.

Hoje não há sono
pela frente. Desculpa.
Há toda uma hora de horas para pensar na última hora.
E repensar.
Há reconquistar e reconstruir
os castelos feitos lembranças.

Espero um toque do outro lado
porque deste,
há,
apenas um só...

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