sábado, janeiro 03, 2009

maus augúrios para 2009

... Decididamente começa tudo mal neste novo ano...
E não falo da "eterna" crise económica que bem vistas as coisas sempre nos afectou ou não fossemos um pequeno país periférico com uma malha industrial retardada. Não me refiro ao galopante desemprego entre jovens e menos jovens com habilitações, que até a mim me atinge. E procuro recordar a suposta crise de valores das pessoas ou as "pseudo-derivas" fascistas do governo...

Tudo isso, meus caros, são fait divers!

O que realmente me preocupa é que neste novo ano que ainda só leva três míseros dias há já uma série de factores que infelizmente se encontram em sintonia:
1. A continuidade dum ambiente económico internacional débil e sensível, o que poderá levar a novas medidas proteccionistas dos principais governos. A ter em conta as recentes indicações que a China poderá também optar por essa solução isso pode provocar uma enorme contracção da economia mundial com efeitos superiores aos de 1929, pois o grau de interdependência na actualidade é superior;
2. Um novo avanço militar de Israel sobre a faixa de Gaza. Este ocorre sem as menores preocupações humanitárias nem tem em conta a elaboração dum projecto político que ultrapasse o objectivo de humilhar e aniquilar o Hamas. Todo este contexto naturalmente aumentará ainda mais a base de recolha de fanáticos religiosos para a Al-Qaeda;
3. Verifica-se a manutenção das principais directrizes da política externa americana em relação ao conflito israelo-árabe apesar da "lufada de ar fresco" de Obama. Fica a questão: são os interesses instalados ou pouca vontade de mudar realmente e confrontar lobbys?
4. E finalmente confrontamo-nos com a presidência da União Europeia por um eurocéptico. Num contexto internacional de instabilidade politica e económica a UE tinha que aproveitar estes seis próximos meses para reforçar o seu papel de motor político mundial. Infelizmente, por diversas vezes, Mirek Topolánek admitiu que pouco mais pretende fazer nos próximos tempos do que deixar passar os seis meses calmamente e se tivermos em conta a estrutura político-administrativa da UE isso significa que dependemos sobretudo das iniciativas politicas de Durão Barroso. Simplesmente preocupante…

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