segunda-feira, abril 27, 2009

Vivemos todos numa caixa

Caixote de coisas frívolas
Caixa de cenas insignificantes
Jazigo de futilidades e inutilidades mágicas.

Vivemos todos numa caixa

Guarda-se em cada cubo de matéria
Uma fórmula química
Feita recordação para guardar. Memórias.

Vivemos todos numa caixa

Abrem-se livros antigos, folheiam-se álbuns de fotografias, remexem-se revistas demodes
e
atiram-se
ao chão todas as caixas de coisas, cenas, objectos que nos recordem que o
TEMPO
Passa
Por todos. Sem exclusão social, de raça ou credo.

Vivemos todos numa caixa

Assim até ao fim,
guardados numa última caixa de madeira
Pronta a levar ao forno a 3000

Porto 09

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