domingo, junho 14, 2009

Lamb. Gorecki.


Lamb. Gorecki. Comecemos pelo meio. Da música e de toda a história.

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A passagem de uma longa intro melodiosa para um ritmo mais próximo do trip hop que os popularizou e tornou uma banda de referência entre a comunidade alternativa mais electrónica.
A minha passagem do grunge, que me acompanhou nos primeiros anos da adolescência, para outras sonoridades mais dançáveis.
Da voz dificilmente definível como perfeita e límpida de Lou Rhodes para os sons dificilmente consideráveis como fáceis e convencionais (para os meados dos anos 90) de Andy Barlow.
Das minhas calças rasgadas, calções de pano e cabelos compridos despenteados para o equivalente com um pouco mais de barba mal semeada.
Dos amigos de liceu que me fizeram conhecer Lamb, num vinil acabado de chegar de London – the city, para quase os mesmos tantos anos depois.

Lamb. Gorecki. Nesta banda – que palavra pirosa – estão mil e uma recordações que fermentaram nos últimos anos de uma maneira deliciosa. Foram ao forno e cresceram. Chegaram hoje. Aqui. Ao prazer de relembrar o que já significou esta música. Naquele concerto mágico do Sudoeste, em 2000, ela com aquele vestido branco e ele com aquele ar “musician-next-door” que nos levou ao rubro. E estas memórias que não conseguem ser apagadas nem mesmo por um concerto bem mais “pop” uns anos mais tarde no Coliseu de Lisboa – naquela sala cheia de “wanna-bes” anjinhos Gabriel.

Lamb. Gorecki.

E o pós-Lamb? É um trajecto de diferentes ruas. As deles e as minhas. Beloved One e Bloom para Lou Rhodes – naquela onda muito neo-folk que vende sempre mas não deslumbra, e Andy Barlow com Hoof, e mais recentemente com Luna Seeds – onde se encontram facilmente similitudes com os Lamb. E eu... que cá continuo entre grunge, drum, world music e tudo o mais que me arranque um sorriso...

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