terça-feira, agosto 11, 2009

sudoeste 09 - ao jeito de lamiré

13º daquilo que ainda chamo sudoeste. nunca fui desses de chamar nomes estrangeiros a palavras portuguesas. a momentos portugueses. por isso fui ao 2º, 3º, 4º e voltei apenas lá o ano passado. confesso que gostei. mudou muito. tem muito de comércio mas há sempre espaço para a música. mais do que no de Sines de que gostava tanto. e por isso decidi regressar este ano. pessoalmente começou mal o festival mas só podia melhorar. melhorou um pouco com a garantia de não haver tenda mas sim cama. a companhia fez o resto...

national foi bom. mas como não sou um fã incondicional resume-se a isso. competentes. bons músicos. logo bom concerto. ladyhawke não foi escolha minha. fui com a vaga... logo voltei ao principal para ver buraka. e que concerto. percebe-se o porquê do sucesso lá fora. mesmo não gostando muito da sua base musical, eles são excepcionais em concerto. muito bons.
perdi um pouco de mariza. mas deu para ver que soube aguentar-se a um estilo de concerto fora do seu habitual registo. bom. um pulo no shaggy para um parabéns a um amigo e ouvir um clássico e siga lá para a frente. deolinda também estiveram em grande. desde a banda filarmónica com o seu importante fon-fon-fon até à viagem final. sinal muito negativo para zero 7. concerto paupérrimo. sem garra mas sobretudo como é possível trazerem a segunda equipa para um jogo da champions?
dia final para mim e mad caddies só teve direito a ponta final. porque o essencial foi o melhor. de longe. dos melhores concertos que vi nos vários sudoestes. faith no more foi brilhante. em inglês e em português. do melódico ao mundo dos riffs. foi 5 estrelas. e a relação com o público singular ou não estivéssemos perante um público mais velho e apaixonado.  delicioso. talvez por isso até etienne de grécy me pareceu muito bom. ainda estava com os ouvidos em extâse.

mas, a principal conclusão a tirar do festival não é nada positiva. o pó foi evidente desde o primeiro dia ao contrário do ano anterior. bem ao jeito dos primeiros anos. a (des)organização mudou datas e horas de concertos sem o menor aviso. houve situações vergonhosas como a impossibilidade de concerto de legendary tiger man. problemas com os multibancos. muita coisa a melhorar na organização. mas percebe-se. é sempre assim em portugal. em tempos de crise procura-se cortar em tudo. só para manter o lucro e comprar o novo jipe...

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