sexta-feira, setembro 04, 2009

se o ridículo matasse...

ridículo. no mínimo ridículo toda esta história do fim do jornal de sexta da tvi. e ridículo porque também o acontece acabou e não houve metade do barulho. surpresa? nem por isso... vamos a coincidências... 

1. moniz sai inesperadamente da tvi.
2. moniz ganha bastante dinheiro com mudança. muito dinheiro mesmo. e vai para uma empresa com ligações à tvi e à impresa.
3. a tvi prepara o regresso do jornal de sexta em grande. mas não chega a mostrar as promos preparadas há semanas nem a dois dias de distância.
4. um dia antes do recomeço uma entrevista de Moura Guedes onde a frase chave é "Só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar!".
5. na quinta-feira alguém de espanha termina com o excelente programa de informação da tvi. tão bom que tinha direito a jornalistas especiais. os quais, no entanto, MMG não tinha problemas em insultar.
6. no mesmo dia em que o programa é cancelado, a mártir e os restantes jornalistas se demitem, bem como o "independente Vasco Pulido Valente" (palavras de Cintra Torres), a impresa dispara quase 11% na bolsa.
7. nesta sexta todos os jornais fazem capa com as fotografias sensuais da antiga cantora e com o seu desespero por não continuar a fazer teatro de jornalismo. num desses jornais há espaço para ela confirmar que se ri a escrever algumas noticias.
8. a tvi apesar da censura socialista, que nesse mesmo dia fechou todos os jornais e restringiu o acesso à internet, consegue difundir a partir de uma tv ilegal em Espanha a reportagem sobre o último desenvolvimento do caso freeport: um outro primo do PM é suspeito - que melhor para ilustrar esta reportagem do que imagens constantes e repetitivas de Sócrates.
9. ainda nesta véspera de fim-de-semana sic noticias, rtpn e muitos outros só falam deste caso assustador e revelador da neo-ditadura.
10. o ministro da propaganda socialista Miguel Paes do Amaral e o secretário geral da informação Paulo Simão  ousam contestar a "politica de verdade" do jornal de sexta. politica de verdade? onde é que já ouvimos isto?
11. enquanto escrevo estas últimas linhas já a UE, EUA e uma força especial da NATO preparam a invasão de Portugal de forma a restaurar a democracia.

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