domingo, novembro 22, 2009

um livro é um livro? III

O velho livreiro do bairro e o chavalo novo que distribuia os livros há menos de um ano encontravam-se religiosamente no café de esquina. Era certo. Como certa era a discussão sobre futebol, política e livro. O puto só queria dar-lhe os livros de aeroporto, o velho só queria os grandes clássicos. Um queria a margem de lucro, outro os livros à margem. Ninguém imaginaria que naquele dia quente, de fim de Outono, o livro poderia ser uma arma de crime. Dizem que era Goethe.

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