quinta-feira, dezembro 03, 2009

chove

chove.

tem lhe dado para isso. a esse pobre rapaz de nome s. pedro.

é uma forma de brincar como qualquer outra, dizem.

chateia-me, mas não muito.

é da forma que depois seco ao pé do aquecimento com um livro simpático. aquele
que podíamos ter comprado naquela livraria lá perto de casa.
a casa já está novamente habitada, sabias?
é um casal novo. como nós
éramos.
um casal que aguenta a chuva. vê lá que ele nem usa chapéu.
depois constipa-se, dirias tu.
dizias-me sempre isso e eu nunca dei caso.
também dizias outras coisas. e eu gostava de te ouvir
noite fora
até os meus olhos se fecharem.
embalado na tua essência.

chove.

chove. tenho a roupa molhada. mas acho que vou esperar um pouco mais.
s. pedro não tarda aí. e assim poderemos ir beber um café.
tenho tanta coisa para lhe contar
sobre ti.
ele gosta de me ouvir. falar de ti.
deixemo-lo só chorar um pouco mais por ti.
que tenho saudades tuas e
não sei mais como chove-las. por ti.

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