segunda-feira, dezembro 07, 2009

história de amor XIII

o telemóvel caiu ao chão. com ele aquelas últimas palavras ficavam de rastos. entre uma capa de telemóvel partida e um soalho com riscos. era um adeus com pouco de inesperado. era sempre assim. um finito prolongado a cortar o infinito breve. demasiado breve.
o telemóvel que fora companheiro de paixão era agora o inevitável mensageiro. e as forças eram já poucas para ainda tentar matar o mensageiro. era tarde. a chuva caía incerta. seria assim o resto do dias. como as lágrimas na sua face.

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