domingo, dezembro 13, 2009

história de amor XIV

cabisbaixo. de olhos no chão. ombros caídos. um mundo como peso nas costas. o olhar repleto de lágrimas pesquisava atento a rua suja. a esperança, de uma moeda que virasse tesouro. aquele fim de dia que nunca mais chegava à cama e virava amanhã.
a garganta presa. um verdadeiro nó por desapertar sem nunca saber onde se encontravam as pontas. onde estava o fio à meada que levara aquele dia a um fim tão chuvoso? e o frio, que até podia ser muito, não o cortava mais em finas tiras de vento. era assim, que o tempo passava por ele.
ténis a rasgarem-se nas pontas e uma sensação de vazio que se agarrava aos mais pequenos pormenores para esquecer as últimas ondas da praia.
chave na porta. lá dentro estaria o calor. para lá daquela chave outras pessoas. sorrisos e memórias que não interessavam nada mas que teriam que servir para encher os momentos que tinham agora mais minutos.
era branca, a parede, em frente. tal e qual como a camisa dela, poucos minutos antes. era um adeus. puro.

Sem comentários: