quarta-feira, dezembro 02, 2009

uma profissão de risco no século XXI?

Na década de 90, despedia-me por vezes de colegas na Feira do Livro de Lisboa com um "até para o ano, se ainda houver livros".
A frase era irónica, numa época em que os artigos sobre a crise do livro tipográfico formavam uma espécie de género ensaístico menor. Alguns anos depois tingiu-se de humor negro com o surgimento dos leitores de e-books e de uma geração habituada aos ecrãs e desabituada de livros.
Mas o livro impresso entrou no século XXI com inesperado vigor e as previsões sobre o avanço da edição electrónica revelavam-se apressadas.

Francisco Vale in Autores, Editores e Leitores

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