quinta-feira, fevereiro 11, 2010

até no vazio te encontro

até naquela praça deserta que rasgo ao meio
sinto os teus passos.
até naquele largo de igreja, sem vivalma alguma,
oiço as tuas palavras ao toque das badaladas da noite.
até naquele jardim florido
sinto o teu perfume.
até no livro fechado em cima da mesa
vejo os teus olhos.
até na canção pop da rádio
oiço a nossa própria música.

são letras e notas dum poema distante.
longínquo e estranho na voz de outro.
é sempre assim.
um silêncio confortável que me protege das palavras que temo dizer.
aqui e agora, ao teu ouvido.
um beijo. aqui e agora.


nota: soubesse eu transformar as palavras em cartas de amor...

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