segunda-feira, fevereiro 15, 2010

UM JOGO ENTRE LINHAS - SELECÇÃO NACIONAL

Grupo Porto Editora
Continuam a ser líderes no segmento escolar e paraescolar, com larga vantagem. Como pretendem manter essa posição, continuam a investir. Apresentam-se igualmente, e cada vez mais, como um player a ter em conta nas edições gerais. Estão a apostar no retalho – convencional e online – e revelam uma invejável preparação para o mercado digital.

Herberto Helder, Vergílio Ferreira, Agustina Bessa-Luís, Jorge de Sena
É uma defesa de sonho do património literário português. Já não correm como corriam, mas continuam a dar solidez a qualquer catálogo. Há que saudar, por isso, as cuidadas edições de Herberto Helder na Assírio & Alvim e as reedições, também cuidadas, da obra completa dos outros três escritores (algo esquecidos e marginalizados por um país que nunca tratou bem os seus melhores).

António Lobo Antunes
É também um dos grandes defensores da língua portuguesa. Um rochedo. Já não marca tantos golos, e às vezes já nem isso se lhe pede. Só que jogue. Passa jogador, não passa a bola. E com ela faz o que quer.

valter hugo mãe
Extremo literário, é um dos grandes trunfos da literatura portuguesa. Protagonizará em breve uma das principais transferências do campeonato.

Mia Couto
O estilo muito próprio tem dificultado a sua internacionalização. É um dos casos em que uma carreira profissional paralela tem sido essencial para poder manter-se em jogo.

José Eduardo Agualusa
Extremo criativo, tem-se assumido pela solidez da obra e dos golos que marca. Largamente disputado, esteve quase a mudar-se da equipa que o formou – e onde singrou para a escrita.

João Tordo
Jovem que viu o seu mérito reconhecido esta época com a atribuição do Prémio José Saramago (com quem faz dupla atacante). Espera-se que seja um dos jogadores mais disputados do mercado a breve trecho.

José Saramago
Pela esquerda. Sempre. É o capitão de equipa e por isso protesta muito. Podia estar na defesa, mas continua a marcar demasiados golos. Há quem defenda que deveria alinhar pela equipa adversária – um clássico.

Suplentes
Miguel Sousa Tavares: ainda à espera da consagração como titular. É pouco utilizado como exemplo nas palestras dos treinadores, mas festeja muitos golos. Sempre que entra, resolve. M. S. T. podia ser o Liédson, mas não passa do Mantorras da literatura portuguesa.
Pedro Vieira: à espera de uma oportunidade, é um jovem de quem muito se espera.

Equipa técnica
Eduardo Lourenço (um senhor treinador): o grande patrono do que é ser português. A sua voz é ouvida por todos os jogadores.
Manuel Alberto Valente (adjunto e olheiro): em pesquisas, reuniões e jantares tem descoberto autores goleadores. Mas também defesas sólidos, com pendor atacante. Pela sua grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes, é o relações públicas da Selecção Nacional.
Maria do Rosário Pedreira (preparadora física): cura lesões, acelera recuperações. Implacável, exige sempre mais. É uma grande aliada dos jogadores. Das suas mãos nasceram recuperações quase milagrosas e algumas consagrações. Tem especial pontaria para o Prémio José Saramago, que raramente lhe foge. Cartão vermelho para o estilo e para a forma como trata alguns jogadores, deixando-os lesionados para o resto da vida.

Paulo Ferreira via Blogtailors

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