terça-feira, março 16, 2010

hoje volto a casa

hoje volto a casa. a uma casa que perdi, no entretanto. parece que ainda é minha. a chave ainda abre a porta e as janelas ainda dão lá para fora. a noite vai quente, como aquelas outras de verão. sorrio. as coisas estão desarrumadas tal e qual como as deixei há meses atrás. afinal nada muda quando não nos mexemos. hoje volto a casa. uma casa que se calhar não perdi. estive apenas ausente. e agora, confesso às paredes que já tinha saudades. do seu branco forte e dum eterno cheiro a cal. hoje volto a casa, mas mais parece que nunca sai.

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