sexta-feira, março 26, 2010

no rio

tenho um barco à minha frente. é sempre assim. é pôr os os pés na água fria e ter um barco à frente. é sempre assim. depois surgem as algas que passam frias nos meus pés. hoje tirei os ténis. não o devia ter feito. ou se calhar devia.é um barco novo. o seu casco está impecável. 
às vezes penso como seria estar do outro lado. pôr os pés de fora do barco. em terra. talvez tirasse os ténis. talvez não. não haveria algas, não. e então veria apenas terra-nova à minha frente. talvez, então, desse para sorrir.

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