quarta-feira, maio 12, 2010

uma noite

era uma noite de maio. e parecia daquelas que não acabam mais. nem era preciso muito calor para a tornar longa. bastavam as suas palavras que deixavam silêncios atrás de si.
era uma noite de maio. e enquanto fumava o último cigarro desse dia pensava nos primeiros raios de sol que já acordavam.
era uma noite de maio. e parecia que o junho viera para ficar com o barulho das ondas bem ali perto.
era uma noite de maio. e não havia mais maio para sentir.

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