quinta-feira, maio 06, 2010

untitled

escorreita a nota
que puseste no fim de página
do teu livro.
é fugaz a leitura que fazes das páginas
que escrevo no café.
são coisas raras que não queres presas a ti.
são momentos breves fixados a tinta.
e tu que queres a conta paga à pressa
fechas a porta à força.
não tenho escolha. deixo para amanhã
a vernissage que quero ser hoje.

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