domingo, junho 27, 2010

o mundial por aqui (as decisões dos grupos E-H)

Paraguai - Nova Zelândia (0-0)
Eslováquia - Itália (3-2)
Os sul-americanos têm realizado bons jogos e este era o típico jogo para mais do que a vitória conseguirem uma goleada e aumentarem os níveis de confiança. Infelizmente não foi o caso e a partida resultou numa tremenda seca de 90 minutos que só o apito final trouxe alegria. O Paraguai passou em primeiro no grupo, mas este último jogo mostrou que não é uma equipa sempre pressionante e com mentalidade vitoriosa.
Se calhar vai mesmo ser o campeonato das surpresas... pelo menos já se vai fazendo história ou a França e a Itália não tivessem sido as primeiras selecções campeãs e vice a não passarem dos grupos no mundial seguinte. Categoria, espectáculo, cinco estrelas. Quanto ao último jogo basta dizer que não foi dos melhores jogados mas foi certamente dos mais emotivos. Que intensidade! E o segundo golo italiano... mamma mia! Com isto passam os eslovacos à fase seguinte. Justo? Talvez não mas há dias assim...

Camarões - Holanda (1-2)
Dinamarca - Japão (1-3)
Com Holandeses já garantidos nos oitavos e Camarões já de regresso a casa deveria ser um jogo mortiço. E foi. Acabou por servir para a equipa de Etoo mostrar alguma dignidade e os europeus rodarem jogadores. A história ia-se fazendo à mesma hora no outro jogo com uma Dinamarca que nunca conseguiu imprimir o seu jogo de contra-ataque que já tantas vezes surtiu efeito (Portugal, Suécia, Camarões). E falhou porquê? Porque se treinam muito bem os livres na terra do Tsubasa. Dois livres à entrada da área e dois golos por dois jogadores diferentes. O resto foi casualidades decorrentes dessa vantagem. O Japão passa merecidamente à fase seguinte mas verdade seja dita muito provavelmente só vai fazer figura de corpo presente contra o Paraguai... ou não.

Portugal - Brasil (0-0)
Coreia do Norte - Costa do Marfim (0-3)
Os africanos entraram fortes e já se pensava numa goleada volumosa que pudesse perigar a posição de portugueses no grupo mas a realidade foi outra e o empate entre os povos irmãos manteve-se. Fica também fora-de-jogo a tese de uma combinação entre as duas equipas tal a rispidez dalgumas jogadas. Costa marfinenses despedem-se com o que imagino seja uma sensação de que apenas faltou alguma coisa. É erro. Estava era um Eriksson a mais... e mais uma derrota dele com os portugueses. Quanto aos dois primeiros e à sua ordem não há muito a dizer. Era apenas e só o esperado e prevísivel.
Espanha - Chile (2-1)
Suiça - Honduras (0-0)
Os suiços raramente sofrem golos, mas também marcar está quieto. E se precisavam... Não o conseguiram e ficaram de fora do mundial apenas uma semana depois de bater a campeã europeia. As Honduras ficam com um dos papéis de grande desilusão deste torneio, só batida pela França e Itália. O Chile apesar de passar em segundo foi, de longe, a melhor equipa neste grupo e só os nervos, e uma paragem mental do guarda-redes impossibilitou o afastamento espanhol. Espanha podia e deveria estar mais forte. Falta algo? Ou só está a algo a mais como o cansaço acumulado?

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