sábado, junho 12, 2010

o mundial por aqui

França  - Uruguai (0-0)
Dum lado um bicampeão mundial e doutro o finalista vencido do último. Uns, mais do que outros, vivem da fama e dum passado vitorioso que é cada vez mais longínquo, mas havia alguma esperança de um bom espectáculo.

Surpresa ou não, visto que até era capa do l'equipe, o capitão Henry começou no banco. Ou seja o impagável Domenech preferiu a mobilidade de Gouvou - e talvez como prémio pela grande época - ao historial do capitão. Desde o início do jogo a selecção europeia viveu sobretudo da criatividade de Ribery, que colocou muitas dificuldades a Maxi Pereira.
O jogo na primeira parte foi muito aguerrido e físico mas sem lances de maior perigo. O Uruguai dominava uma França retraída mas não conseguia colocar a bola em condições nos últimos 30 metros. Só um remate por cima da baliza defendida por Muslera após um livre, aos 43 minutos, conseguiu apagar a má imagem duma primeira parte mortiça e com cheiro a velhote moribundo.

O reinicio trouxe uma França mais pressionante e a dar ares que podia querer pegar no jogo. No entanto, foi sol de pouca dura porque logo após esses primeiros cinco minutos os lances de maior perigo passaram a surgir nas duas balizas. Fórlan, Ribéry, Toulalan, Suarez fingiam dinamizar o jogo com remates esforçados mas o tédio era tanto que até o som das vuvuzelas era murcho, e todo o cenário parecia um ensaio de uma banda de velhotes que não encontram a placa. Como a imaginação humana não tem limites e o desejo e ambição dos indivíduos em deixar uma marca na história é algo que não deve  nunca ser esquecido, o uruguaio Lodeiro decidiu aos 65 e 81 amarelar-se para dar mais ânimo a um jogo que parecia estar a cair para o lado dos sul-americanos. A expulsão empolgou os vice-campeões do mundo e  os últimos minutos foram passados com uma forte pressão no meio-campo defensivo uruguaio. Perigo? Nenhum, mas pressão muita. Remates apenas um aos 82' de Henry à mão de um adversário... e se ele pediu penalty. Ninguém melhor do que ele para opinar quando é que a mão toca na bola ou não.

Em suma, sinal (mais ou menos) mais para o Uruguai. Nenhum sinal para a França. Todos empatados no grupo A, e a certeza de que este pode muito bem vir a ser dos grupos mais equilibrados. Mas uma coisa é garantida até ao momento, o bom futebol ainda não chegou ao Mundial. Talvez amanhã com um dos três jogos...

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