terça-feira, junho 15, 2010

o mundial por aqui

Holanda - Dinamarca (2-0)
a.E e d.E. O jogo resume-se a esse nome: Eljero Elia. E houve claramente um antes e um depois da sua entrada.

O jogo começou com ritmo, boas trocas de bola e alguns remates perigosos de parte a parte. A Holanda entrou um pouco melhor mas rapidamente os dinamarqueses souberam controlar os alas mais perigosos e partiam rapidamente para contra-ataques perigosos. Bendtner e Van Persie, cada um do seu lado, destacavam-se com o número de jogadas e remates perigosos. Cheirava a golo...

E ele lá chegou... logo no início da segunda parte (46') num auto-golo do experiente Poulsen. O golo empolgou os holandeses mas foi sobretudo depois da entrada do jogador do Hambugo que a laranja mecânica mereceu a vitória. A partir dos 66 minutos sucederam-se os lances e perigo e só um Van Persie e depois Afellay desinspirados evitaram o avolumar do resultado. O golo de Kuyt aos 85' foi apenas a confirmação da diferença entre as duas equipas.

A Dinamarca até esteve bem na primeira parte mas na etapa complementar foi mesmo demasiado macia para uma fase final duma grande competição. Pelo seu lado, a Holanda fez um bom jogo e sobretudo coloca a pressão sobre as outras equipas e mantém os níveis de confiança elevados mas... ainda será preciso melhorar.

Japão - Camarões (1-0)
Os nipónicos são das equipas asiáticas mais experientes e com melhor qualidade técnico-táctica (mesmo não sendo muita) e não são estreantes nestas andanças. Por outro lado, os Camarões são sempre uma das favoritas na CAN e tem em Etoo a principal figura, haverá algo mais a dizer?

Há sempre algo a dizer. O jogo foi muito atabalhoado na primeira parte sem lances de destaque e só o golo japonês, aos 39 minutos, numa falha defensiva evitou a letargia no público de todo um estádio.

A segunda parte começou com Etoo em destaque num lance individual junto à linha de fundo onde passou por três jogadores e serviu um colega para o melhor lance do jogo. A partir dai seguiu-se um marasmo de ideias e jogadas de parte a parte. O Japão não queria arriscar e os Camarões não sabiam fazê-lo. A cinco minutos do fim ainda houve um remate ao poste japonês mas não havia qualidade para muito mais do lado africano. Os japoneses mostraram sobretudo boa postura defensiva e algumas noções tácticas bem adquiridas. Resultado? Um dos piores jogos até ao momento... fraco, fraco de ideias e de futebol jogado.

Paraguai - Itália (1-1)
O campeão do mundo é sempre o favorito? Talvez. Desde que não se esteja a falar da Itália. A squadra azzura é sempre alvo de críticas e nunca agrada a ninguém. Este ano o caso repete-se, mas talvez com mais razões para os críticos.

O jogo entrou murcho e sem ideias de parte a parte. A Itália um pouco melhor mas nunca o suficiente para provar e comprovar o estatuto de campeã do mundo. A chuva que foi caindo até poderia aumentar o ritmo e velocidade do jogo mas foi sobretudo uma dificuldade extra para os jogadores e parecia óbvio que um golo só poderia vir de bola parada... E aos 39 minutos um livre marcado por Torres seguiu directamente para a cabeça de Alcaraz (ex-jogador do Beira-Mar), perante o olhar feliz e contente do sr. Cannavaro que por acaso até estava ali por perto a ver o jogo. O intervalo chegou pouco depois e mais uma vez é melhor não se trazer para a mesa a questão da justiça... fica para as contas finais, ok?

A segunda parte iniciou-se com a surpreendente saída de Buffon por lesão nas costas e a verdade é que apesar da Itália atacar mais até ao seu golo aos 63 minutos, os lances mais perigosos até haviam sido dos sul-americanos. De Rossi após um canto rematou sozinho já na pequena-área para o golo do empate. A partir desse momento o jogo abriu e os lances de ataque repetiram-se nas duas balizas, sobretudo na do Paraguai.

Este resultado é claramente mais favorável para os sul-americanos mas a Itália também não fica minimamente arredada do campeonato... mas tem que jogar mais... ou pelo menos à italiana. Falta-lhe um Mourinho?

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