quinta-feira, junho 17, 2010

o mundial por aqui

Nova Zelândia - Eslováquia (1-1)
Tinha tudo para se um jogo incipiente. Eram duas das equipas mais fracas e com menos história na prova... e contudo até realizaram um jogo simpático.

Entrou melhor a Nova Zelândia com alguns pormenores interessantes no ataque, mas a partir dos 20 minutos reagiu a equipa europeia. A primeira parte acabou por se definir pela semelhança entre as duas equipas: na ausência de golos, no domínio de jogo, número de lances de perigo, qualidades defensivas...

Os eslovacos entraram bastante melhor no reatar e Vittek marcou logo aos 50 minutos, num lance em fora-de jogo. A partir desse momento o conjunto da Oceania procurou encostar os europeus no meio campo-defensivo mas faltava-lhe qualidade. E foi assim o resto do jogo até que aos 90+3 e quando já ninguém esperava um golo caído do céu permitiu aos neo-zelandenses um empate sofrido. Há dias assim... de sorte.

Portugal - Costa do Marfim (0-0)
É dura esta sina. É pesado este fardo. Ser português para alguns é ter que arranjar uma desculpa para todos os momentos em que fomos apenas maus profissionais. É assim com Queiroz há já demasiado tempo. Há que lembrar que desde 1996 só falhámos a fase final de 1998 (com Queiroz há frente e um rol de desculpas atrás).

E depois há o facto de o futebol à beira-relva parecer diferente do que se vê no estádio ou em casa. Assim, Queiroz viu um Portugal de ataque e uma Costa do Marfim defensiva, cheia de medos e receios. Ele viu. O Deco não.

Ronaldo rematou uma bola ao poste antes dos 10 minutos e depois lembrou-se que isto de jogar muito cansa. Mais vale cair na monotonia e testar uns livres de vez em quando. Foi assim mortiço o resumo da primeira parte.

Nos segundos 45 minutos tudo mudou. Acho que o Eriksson lembrou-se dos seus tempos em Portugal e que ganhar a um senhor que durante anos dirigiu a selecção de bigode não deve ser assim tão difícil.  A segunda parte que vi só deu Costa do Marfim mas também assumo que às vezes confundo a cor das camisolas. Toda a gente sabe que os índices de daltonismo em homens são muito superiores aos dos seleccionadores.

O jogo acabou da pior maneira. Com a esperança de alguns portugueses que isto ainda pode mudar. Talvez se os africanos tivessem marcado já um golo... E eles bem que podiam porque a acreditar no sr. Queiroz nada nos garante que as chuteiras que usem são as que mostraram ao árbitro ou que a bola com que jogam é a mesma com que jogamos. Tudo é possível quando o descaramento não é pequeno. Aviso ainda que tudo o que escrevi hoje pode ser negado amanhã se receber uma chamada do mister, mas só nesse caso.

Coreia do Norte - Brasil (1-2)
Brasil, Brasil, onde vais tu Brasil? É a pergunta que muitos brasileiros fazem. Dunga não consegue satisfazer todos e isso sente-se na cada vez mais complicada relação com os jornalistas.

Uma muralha impenetrável e um contra-ataque venenoso foram estas as armas pensadas pelos asiáticos. Mas só deu Brasil na primeira parte. Os lances com maior ou menor perigo repetiam-se e parecia que o golo ia surgir mais tarde ou mais cedo.

Foi mais tarde. Já na segunda metade, aos 55 minutos, que Elano decidiu mudar o jogo. E claro que após esta situação os coreanos tiveram que abrir... a manta encolheu e Maicon abriu o livro. Que golo. Que prazer... O jogo aproximava-se do fim e eis que a equipa asiática decidiu jogar para português ver. E jogaram com boas trocas de bola e alguns lance de perigo. E no seguimento de uma dessas jogadas lá marcaram aos 88 minutos. Ficou a vantagem do Brasil pela margem minima e o coração de alguns portugueses mais apertado.

Sem comentários: