quinta-feira, julho 08, 2010

been there, done that

30 de Junho 2010 @ Wuhlheide, Berlin 2010.06.3 …Os Pearl Jam entram em palco uns dez minutos antes das 8 da tarde, abrem com Long Road e depois de balbuciar algumas palavras em alemão, Eddie Vedder muda para inglês e faz duas perguntas: Are you happy? Are you safe? Ficou dado o mote para o que aí viria – 10 anos depois da tragédia de Roskilde na Dinamarca, os Pearl Jam arrancam para um concerto carregado de emoções e sempre com o que aconteceu no mesmo dia 30 de Junho em 2000, a uns meros 400 km’s de Berlim, como pano de fundo.

Um concerto há muito esgotado (mas com muitos bilhetes a serem vendidos à porta) e num anfiteatro bem especial no meio da floresta a uma meia hora do centro de Berlim, Ben Harper & Relentless 7 aqueceram os fãs que conseguiram chegar a horas, pois logo às 18h30 ouviram-se os primeiros acordes de uma primeira parte da qual se retém pouco mais que a aparição de Eddie Vedder para um dueto no cover Under Pressure.

Com Pearl Jam foi claro desde o início que esta noite seria especial ou, pelo menos, diferente…e foi. A banda parecia aproveitar a energia positiva do público e várias vezes referiu que não havia palavras para, “num dia como este”, estar no receiving end do que a Wuhlheide transmitia. Muitas músicas do último Backspacer e também muitas músicas calmas, onde o feeling de Eddie Vedder passava para os milhares de pessoas com uma das melhores acústicas que já tive o prazer de testemunhar em recintos ao ar livre.

Destaque da noite irá certamente para as palavras antes da música Come Back em que Vedder se desmancha em lágrimas e é confortado por Gossard e pelos gritos de “Eddie, Eddie” vindos da multidão, antes de pedir um minuto de silêncio em memória dos que morreram em Roskilde. Emoção que se transportou para o público (com muitos dinamarqueses), onde não era difícil encontrar gente com lágrimas na cara.
De resto: um sapato a acertar em cheio na cabeça de Vedder; um mosh-pit bem internacional e agressivo, mas sempre saudável e com muito crowd-surfing; um Kick Out The Jams cheio de energia e com alguns dos R.E.M. em palco, mas ainda com Vedder a tentar decorar a letra; e um alinhamento que esteve longe de me encher as medidas, onde faltaram muitas das minhas favoritas e sem direito a algumas “raridades”.

No cômputo geral, foi um concerto que valeu pelo local, pela atmosfera, pela acústica, pela ligação público/banda e principalmente pela carga emocional presente do início ao fim do concerto – quanto ao alinhamento, espero um mais a meu gosto daqui a uns dias…
Agora vemo-nos a 10 de Julho…até já!

by João Tomé via Xukebox

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