terça-feira, julho 27, 2010

no fim das escadas

chego a nossa casa, no fim das escadas. paredes vazias e retratos ocos de vida esperam-me pacientemente. provo um silêncio servido em pratos de porcelana e um copo de três a transbordar de nós dois. dizes que não tinhas nada mais para me servir. eu nem me queixei pois fui-me logo deitar, sabendo que a noite traria o doce sabor dum nosso passado. é a vida feita uma bela história de amor para contar aos miúdos. que nem eu nem tu quisemos ter e agora ficam para ali guardados entre duas consolas e uns livros dos cinco.

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