sexta-feira, novembro 12, 2010

Aquiles

sempre te disse que era ténue a linha
entre o fracasso e a glória.

sempre te perguntei porque se lembram realmente dele?
pelos louros, pelo calcanhar,
ou apenas por ser o maior e mais belo guerreiro?

soube sempre que não sabias a resposta.
tu que nunca leste Homero, nunca viste Rubens, nunca ouviste Gluck, disseste sempre que não sabias a resposta.
sempre te compreendi.

hoje acabou o sempre. e, por isso, te sussurro uma breve coisa. escuta-a, pois, com atenção:
se hoje sou um refém do destino. se hoje sucumbo a Páris. se hoje revivo o pecado acidental de Tétis.
é porque hoje fico sem amanhã.

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