quinta-feira, novembro 11, 2010

janela

volto à janela as vezes que forem precisas. abro e fecho. escancaro-me sem receio.
volto à janela as vezes que forem precisas. espreito e não vejo. não vejo, não. onde está o relógio de cuco que te trará a mim.
volto à janela as vezes que forem precisas. até se tornar apenas mecânico este gesto de viver sem ti.
volto à janela as vezes que forem precisas. até me tornar a janela em si. sem amor. sem ti.

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