quarta-feira, novembro 24, 2010

pouco depois da meia-noite

seria pouco depois da meia-noite.
lembro-me instintivamente do frio que me gelava
os dedos.
sei que rodavas em torno de ti mesma
e das folhas que sobravam entre roupas nuas
e sapatos sem mais caminhadas por fazer.
faltava uma lua
por entre os cortinados da tua mãe
e eu só pedia um candeeiro a óleo.
esperava ansiosamente por um incêndio
bonito
que tornasse infernal
esta noite de sonho.
era tão cedo, sabes.
não estou ainda habituado a enrolar os dias
em tão pequena manta de momentos.

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