sexta-feira, dezembro 17, 2010

as outras palavras

eu sei que a geometria das emoções e dos sentimentos segue regras desconhecidas e surpreendentemente variáveis.eu sei que ela é a incógnita na matemática elevada ao expoente do bater do coração. mas confesso que não sei porque insisto usar régua e esquadro no amor.


eu poderia dizer que és o meu círculo de vida, embora não encontre nunca os cantos à casa do amor.eu poderia dizer que sou um quadrado amassado pelas angústias, as reais e as imaginárias. eu poderia mesmo dizer que vivo constantemente dentro de um triângulo, que nem precisa de ser amoroso para ser complicado e enigmático.

por vezes sinto que recrio e mesclo o Inferno de Dante com o Estrangeiro de Camus. e vejo as últimas noites na tua cama, onde já fui tão feliz, como viagens ao(s) Inferno(s). foram trajectos com vários níveis de dor, de tristeza, de emoções. sabes, talvez sejam mesmo nove os momentos que definem o nosso distanciamento. nove como a palavra Separação lida letra a letra. nove como se Disjunção fosse agora a rima-mãe do nosso amor.

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