segunda-feira, abril 11, 2011

do breve apontamento

«Disse a romancista na mesma sessão que o material do escritor – as palavras – é o mesmo de que toda a gente dispõe; e que devia haver uma maquineta, como as que contam os batimentos cardíacos ao longo de um dia, que registasse a quantidade de palavras que todos os seres humanos pensam (mas não dizem) pois estas seriam seguramente belíssimas. O escritor – notou então – só se distingue desses seres humanos porque não tem pudor de partilhar essas palavras que não diz.»

Maria do Rosário Pedreira in Horas Extraordinárias

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