terça-feira, agosto 09, 2011

coisas sérias

Excertos da entrevista que Miguel Sousa Tavares deu a João Céu e Silva. Ontem no Diário de Notícias:

«[...] Este governo vai cumprir o mandato porque o Governo tem um Seguro. Chama-se António José. [...] Mas Cavaco tem opiniões? [...] Só vejo o Presidente falar após factos consumados, a fazer análise e constatações óbvias. Agora alerta contra as agências de rating, mas há seis meses era para que não fôssemos contra elas, porque estavam a fazer o seu trabalho. A sua capacidade de previsão — que se está sempre a auto-elogiar! — é muito curta. [...] Acho que Sócrates foi muitíssimo bem-educado quando lhe pediram um comentário a seguir ao discurso de posse e se limitou a dizer que era injusto. Cavaco fez o discurso todo contra o Governo, como se não houvesse uma situação internacional de crise. Agora, é o discurso ao contrário. [...] O BIC não oferece 40 milhões, recebe 510 milhões, porque o Governo vai lá pôr 550. O BIC consegue até que o Governo vá custear as indemnizações aos trabalhadores despedidos e, posteriormente, pagar o subsídio de desemprego; limpar o que é incobrável e oferece-lhes os fundo de maneio para terem o rácio de capitais que o Banco de Portugal exige. [...] No outro dia, com um amigo, começámos a assentar nomes das personagens do Governo de Cavaco Silva. Metade teve problemas com a justiça ou é suspeito de poder vir a ter! É extraordinário, para um homem que se gaba tanto da sua integridade, e o mínimo que se pode dizer é que não soube escolher os colaboradores.»

via Da Literatura
(sublinhados meus)

nota: o aumento nos transportes, a vergonha do que está a ocorrer na caixa geral de depósitos a toda a hora, as nomeações chorudas, o caso bpn, o silêncio sobre a madeira são apenas alguns dos casos. se não se calaram com sócrates e tudo valeu, porque se calam agora? tudo era válido. tudo será válido agora. as mentiras, as calúnias e suspeições. a guerrilha é aqui e agora. submissos nos querem. rebeldes nos terão. ah. espera. não. ninguém se queixa. com metade das medidas que foram apresentadas pela direita havia manifestações todos os dias. hoje zero. hoje não há nada. que povo fraco este, que prefere umas férias a lutar por algo...

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