quinta-feira, setembro 29, 2011

«Toda a gente quer ser muito moderna. Mas a tacanhez essa há-de ser eterna.»



Olhem para o gráfico (via Palmira F. Silva). Portugal (azul) está abaixo da média da OCDE (vermelho) em termos de percentagem de funcionários públicos na população activa. Já os países escandinavos – Noruega, Finlândia, Suécia, Dinamarca – têm de ser o inferno na terra porque o “Estado gordo” é sempre mau e a sua redução é sempre boa, segundo o “pensamento” infantil que ainda domina o país. Nós estamos cada vez melhor: abaixo da média e com reduções de funcionários sem parar. Enfim, aconselho a leitura deste artigo de Vicenç Navarro: defende-se precisamente que a histórica fraqueza do Estado social nos países periféricos é uma das razões para as suas dificuldades.

João Rodrigues in Ladrões de Bicicletas

nota: O problema não é o tamanho do estado. O problema não é a falta de investidores/empresários privados e de liberalização dos sectores... O problema é (quase sempre) a qualidade. Ou a falta dela... Queremos ser mais liberais do que meio mundo, mais arrojados e inovadores. Porque «toda a gente quer ser muito moderna. Mas a tacanhez essa há-de ser eterna.»

Sem comentários: