terça-feira, dezembro 06, 2011

o atlântico está cada vez mais pequeno

Taxas moderadoras na saúde passam a custar o dobro                           

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, revelou nesta segunda-feira à noite que as taxas moderadoras para as urgências polivalentes vão passar a custar 20 euros.
Paulo Macedo fez esta revelação no programa Prós e Contras, da RTP1, acrescentando que as taxas moderadoras nos centros de saúde vão subir para cinco euros ( actualmente são 2,25 euros).
Quer nas urgências, quer nos centros de saúde, as novas taxas moderadoras passam a ser o dobro das cobradas actualmente.
Paulo Macedo assegurou que ninguém deixará de ser atendido no Serviço Nacional de Saúde se não tiver dinheiro para pagar as taxas moderadoras, garantido que o número de pessoas isentas vai aumentar, passando de 4,4 milhões para 5,1 milhões.
O ministro da Saúde comprometeu-se também a garantir um médico de família para todos os portugueses até ao final da legislatura.
Paulo Macedo afirmou ainda não estar ainda decidido o futuro da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, assegurando que o seu encerramento não pode ser dado como garantido.

 
nota: o atlântico está cada vez mais pequeno. não são as placas em movimento, é a política em acção. sim, sim, os estados unidos estão já ali ao virar da barcaça.
que se lixe o ensino tendencialmente gratuito. que se dane o serviço nacional de saúde. se podíamos cortar nas gorduras do ministério da saúde e alguns gastos injustificados? podíamos mas...é mais fácil aumentar a receita. e assim ficamos um pouco mais americanos.
dizem que o número de pessoas isentas aumentará meio milhão. não chega.
dizem que há excesso de pessoas nas urgências hospitalares. concordo. porém, poderíamos dotar os centros de saúde de melhores condições para o hospital não parecer a única solução possível.
dizem que os gastos são excessivos. talvez. não conheço os números. nem o ministro, que só é especialista no sector privado.
dizem que nascem crianças a mais. não dizem? mas parece.
e sinceramente acho que é sintomático do estilo e nível de um governo quando se use um programa de informação (de qualidade discutível) para anunciar medidas. big brother is watching you.
uma última observação: tenho seguro de saúde através do trabalho. antes tive acesso a um pelo emprego da minha mãe. mais do que isso, raramente fico doente, creio mesmo que a última vez que estive num hospital foi em 2008, em frança. o que pretendo com tudo isto? que o particular seja a excepção, não a norma.

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