terça-feira, dezembro 27, 2011

ou como recomeça tudo

este é um fim! daqueles que traz sempre tanta mudança atrás.
é sempre assim. acaba o ano tal como começou. os dias vão se seguindo, e eu e tu ficamos mais velhos. já não saímos. já não viajamos. tu és o teu trabalho repetitivo e eu a inconstância de um amanhã na rua. a fábrica veio comigo para casa e só lá ficaram as máquinas. que são apenas isso: objectos solitários.
este é um fim! daqueles que traz sempre tanta novidade atrás.
amanhã há uma longa fila à minha espera no centro de emprego e duas velhas-que-não-são-assim-tão-velhas oferecer-me-ão uns bolos. com alguma sorte ainda estarão quentes. ouvirei os problemas delas enquanto espero a minha vez. será tão repetitivo como a rebarbadeira da minha oficina e, contudo, será uma música nova.
este é um fim! e mesmo que tu digas que se acabaram os pontos de exclamação no nosso amor, negarei os pontos de interrogação que trouxeste para as conversas de lençóis. desculpa, querida. mas estou farto destas reticências...

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