sexta-feira, dezembro 02, 2011

quando o roubo faz mais sentido

«Não gosto do que escrevo. Escrevo pouco e não gosto. Sento-me numa café, tenho papel e caneta, escrevo um poema e não gosto. Penso em publicá-lo e não quero. Não gosto do que escrevo. Rasgo livros antigos e deito ao lixo toda a produção adolescente. Fecho algumas portas como quem sacode toalhas à janela. Não durmo de noite porque procuro frases exactas. Escrevo pouco, cada vez menos. Não gosto do que escrevo.»

Luís Filipe Cristóvão

Sem comentários: