quinta-feira, janeiro 19, 2012

Hoje. Eugénio.

Ainda sabemos cantar,
só a nossa voz é que mudou:
somos agora mais lentos,
mais amargos,
e um novo gesto é igual ao que passou.

Um verso já não é a maravilha,
um corpo já não é a plenitude.


Eugénio de Andrade (19.01.1923-13.06.2005)

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