quarta-feira, abril 04, 2012

O cravo que nos une

Começou a circular um apelo para que a manifestação do 25 de abril deste ano seja a maior de sempre. Subscrevo inteiramente. O 25 de abril é o que nos pode unir a tod@s. Para lá das hesitações de muit@s em relação a este ou àquele partido político. Para lá das hesitações de muit@s em relação a esta ou aquela central sindical. Para lá das hesitações de muit@s em relação aos movimentos de base que têm surgido nos últimos anos. E para lá do relativo cansaço com as celebrações aborrecidas e repetitivas de uma data. É a altura certa para recuperar a energia e a beleza do 25A. O 25 de abril é a nossa referência maior: fim de uma ditadura, promessa de democracia, de desenvolvimento, de solidariedade, de justiça. De liberdade. Na atual situação de autêntico desmembramento do que construímos, mesmo com erros, ao longo de mais de três décadas, de irritação face à aparente impotência das oposições, e de frustração face à dificuldade de revolta organizada, o 25 de abril pode ser o Dia A. Pode e deve. O 25 de abril é o que nos une. O cravo é o que nos une.
 
Miguel Vale de Almeida in Snake & snail

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