quarta-feira, maio 30, 2012

ESQUERDA: work in progress

A Esquerda mais livre é aquela que não é apenas Esquerda

Problema
Quem é a Esquerda Livre?
Esquerda ou Esquerdas?
A questão é antiga e não só não encontramos respostas como nos afastamos cada vez mais.
A Esquerda não deve ser apenas para pessoas de Esquerda. Deve ser também para os do Centro, de Direita e todos o que gostam sempre do não sabe /não responde.
O novo conceito de Esquerda tem de servir como base para uma análise dos tempos que vivemos.
A Esquerda não pode ficar colada às qualidades e elogios da Revolução Francesa e lutas humanísticas nem aos momentos mais negativos de algumas experiências políticas de actores socialistas e comunistas no século XX.
A Esquerda tem de se proteger e defender de uma opinião pública que a «mete no mesmo saco» dos agentes económicos liberais.
A Esquerda tem de ter propostas. Modernas e actuais. Tem de apresentar soluções pragmáticas para o endividamento de empresas e pessoas, para o desinvestimento na cultura, educação, saúde, ambiente.
A Esquerda tem de reescrever a Europa. Respeitar o seu passado mas, sobretudo, o seu futuro.
A Esquerda Livre não pode ser apenas mais um movimento, apenas mais um partido, apenas mais uma moda. A Esquerda Livre tem de ser... as Pessoas.

Proposta
Primeiro que tudo há que definir uma base de trabalho. O Manifesto.
A base para juntar tudo. Todos.Tem de ser ampla, generalista mas convicente e unificadora. Não ser apenas para os jovens nem para os velhos. Tem de ser para os que viveram muito na política e já não acreditam, mas também para os que nunca votaram mas querem ter soluções. Desempregados, independentes, ricos e pobres. Tem de servir para incluir todos os estereótipos de que se irá ser acusado. Assumi-los. Não ter vergonha.
Depois apostar em grupos de trabalho para diferentes áreas, com pessoas dessas áreas mas sempre com alguém de fora. Confiar no olhar do Outro.
Expandir o movimento através de uma plataforma europeista. Os nossos medos e problemas não são apenas nossos. São da actualidade.
A Esquerda Livre tem de partir de um Manifesto (como aqueles que marcaram a cultura e as artes no século XX) mas tem de apresentar propostas e provas de que «um outro mundo é possível».

(https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGd1eXNWNFJIVk5jNmRyY0tYcWxQUUE6MQ#gid=0)

é apenas uma base de trabalho. é apenas um work in progress...

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