segunda-feira, julho 09, 2012

um regresso a casa

e dou por mim com a certeza inabalável que cada regresso a casa é sempre o primeiro. ou será apenas um novo? há sempre um voo, um mastigar de pastilha decidido, um virar de páginas, um fechar de olhos, um pensar no que deixámos em terra.
berlim. um regresso a casa. a casa? a língua é outra e, contudo, parece-me tão minha aquela cidade. um espaço do qual me ausentei por dois anos mas que sei agora que esperou por mim. até...
não viverei lá. amo demasiado lisboa. apesar dos merdas que polvilham esta capital, este país, este governo, este estado. este estado de sítio que nos governa.
não há norte neste país. desnorteados, respondi hoje. estamos perdidos, sem norte. não gosto de dizer que lá fora tudo é melhor, porém... talvez seja. talvez seja hora de o dizer. porra! que temos de ter mais norte neste sul. mais cabeça neste coração. mais respeito neste espontâneo.
é a história das dicotomias que me varrem a toda a hora, só que desta vez não tenho mais tapete para as esconder. amo lisboa, todavia...
berlim. berlim lá continuará. é linda, é lógica, é prática, nem sequer é alemanha. berlim é berlim. eu só quero um pouco de berlim em lisboa. que tal fazeremos desta cidade uma lislim? até tem nome de terra de fantasia...

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